Em “Mil Cérebros”, Jeff Hawkins aprofunda a sua investigação sobre a inteligência e apresenta uma teoria ousada sobre o funcionamento do neocórtex. Em vez de imaginar o cérebro como um sistema centralizado, Hawkins propõe que a perceção e o pensamento resultam da cooperação entre milhares de pequenas unidades corticais, cada uma capaz de construir modelos próprios do mundo. A partir da chamada Teoria dos Mil Cérebros, o autor mostra que o cérebro compreende a realidade através de mapas internos e quadros de referência. Cada coluna cortical aprende estruturas, localizações, objetos e relações; depois, essas múltiplas interpretações são comparadas e integradas, produzindo a experiência coerente que reconhecemos como perceção, conhecimento e pensamento. Esta nova compreensão da inteligência tem implicações profundas para a neurociência, para a inteligência artificial e para a forma como pensamos a consciência humana. Hawkins defende que máquinas verdadeiramente inteligentes terão de aprender o mundo de modo mais próximo do cérebro: não apenas processando dados, mas construindo modelos internos, flexíveis e organizados da realidade. Claro, ambicioso e estrutural, "Mil Cérebros" propõe uma nova arquitetura da inteligência: não um centro único que comanda a mente, mas uma rede distribuída de modelos que, em conjunto, constroem aquilo a que chamamos realidade.


