Pandora muito realizou para que a humanidade deixasse de ser "massa de manobra" nas mãos dos deuses que existiam na época em que a espécie humana foi criada.
Ela, por ter sido violentada na sua intimidade mental, construiu-se a partir das novas vontades que surgiram no seu íntimo enquanto um ser que se havia libertado do jugo do seu criador, no caso Zeus, o deus do Olimpo.
Da dor e da violência sofrida, algo nasceu dentro dela que encontrou ressonância no seu novo modo de pensar e agir, tornando-a a primeira mulher, que era parte humana e parte olimpiana.
Ela foi condicionada, à "força", a tornar-se um ser feminino, mas logo depois de percorrer um longo caminho onde o seu aprendizado como humana terrestre fortaleceu-se na sua composição física e mental, optou por permanecer, ao longo da sua existência, com o padrão feminino a marcar-lhe a forma de existir e de deixar-se mostrar para todos.

