E se a natureza não obedecesse apenas a leis fixas, mas também a hábitos adquiridos ao longo do tempo? Nesta obra provocadora, Rupert Sheldrake propõe que organismos, cristais, moléculas e comportamentos são moldados por uma memória inerente à própria natureza.
No centro desta visão está a hipótese da causalidade formativa: campos morfogenéticos organizariam a forma dos seres vivos, enquanto a ressonância mórfica permitiria que padrões anteriores influenciassem sistemas semelhantes, através do espaço e do tempo. A natureza deixaria, assim, de ser uma máquina regida por instruções imutáveis para se revelar como um processo evolutivo, cumulativo e criativo.
Percorrendo os enigmas da morfogénese, da hereditariedade, do instinto, da aprendizagem e da evolução, Sheldrake confronta os limites da biologia mecanicista e pergunta de onde vem a ordem que transforma matéria em forma, células em organismos e experiência em hábito.
Mais do que apresentar uma teoria, Uma Nova Ciência da Vida abre uma investigação sobre a arquitetura invisível da realidade. Um livro para quem suspeita de que a vida não é apenas construída por matéria e energia, mas também pela memória profunda das formas que vieram antes.


